somando na vida alheia

Nosso primeiro encontro com alguém pode ser algo mágico.

Enquanto nos mantemos positivos, otimistas, boas palavras fluem, nos pegamos falando coisas que nos surpreendemos de ter pensando ali na hora.

O olho no olho é transcendental, nos traz uma vibração que nos alimenta a alma de forma que não conseguimos nem mesmo em oração.

Quando os peitos estão abertos, com os corações alinhados, é feita uma conexão tão forte, que parece parar o tempo, parece existir só sorrisos, amor e boas interjeições.

Estou falando de uma pessoa qualquer. Uma conversa qualquer. Sem pretensões ou desejos.

Infelizmente todo esse momento mágico se desfaz, desmorona, como um castelo de areia atingido por uma onda forte.

Uma onda de negatividade, com grande amplitude de problemas.

Basta uma reclamação, um julgamento alheio, uma crítica maldosa e tudo desmorona.

Passa a ser só mais um momento comum.

Sempre penso que todos já temos problemas o suficiente, então me pergunto: O que eu ganho sendo um adicionador de problemas na vida dos outros?

E já começo praticando isso, não compartilhando problemas com os outros em minhas redes sociais.

Pratique a positividade. Seja uma pessoa encantadora. 

vamos combinar uma coisa?

Em uma parceria, tenho que entender que as duas partes são humanas, as duas partes possuem fraquezas, potencialidades e individualidades.

Temos pontos convergentes. Ambos ganham com a parceria, mas depois cada um retorna pra sua casa pra continuar vivendo sua própria vida.

Quando firmo uma parceria com meus alunos do ensino médio, por exemplo, para que se comportem melhor em sala de aula, primeiro ouço o que eles têm a dizer, ficando presente para suas dificuldades e necessidades ao invés de impor regras de conduta em que eu falo e eles consentem balançando a cabeça.

Tenho minhas dúvidas quanto à eficácia da imposição de regras…

Decepção, desilusão e fracasso entre outros, também fazem parte da parceria, por isso tenho que entender que meus alunos se comportarão melhor em sala de aula, mas não posso idealizar que agora todos farão todas as suas tarefas, estudarão todos os dias em casa, participarão das aulas perguntando e respondendo e que manterão seus celulares desligados dentro da mochila.

A parceria tem perguntas, respostas e respeito com as opiniões divergentes tanto no sentido de A para B quanto no de B para A.

Tenho sido muito mais feliz conversando antes com as pessoas e verificando se é possível para ela, cumprir o combinado.

Sei que existe o ditado que diz que o combinado não sai caro, mas também sei que muitas pessoas nos dizem “sim” sem pensar apenas para nos agradar e que no final isso gera o efeito contrário.

 

 

 

 

 

 

 

 

Conviver ou coexistir?

Conviver ou coexistir possuem significados emocionalmente diferentes.

Para eu conviver, muitas vezes preciso ser flexível, ou seja, diminuir um pouco meus desejos e minhas vontades para que o outro também se sinta satisfeito e realizado. Assim fortaleço minha empatia.

Para eu coexistir, posso ter uma TV em cada cômodo de casa, assim cada um vê o filme que quiser. Assim enfraqueço minha empatia.

Escolher o filme juntos, comer pipoca juntos e depois conversar sobre o filme tem uma grande carga emocional e fortalece minha empatia.

“cada um na sua” deixa a emoção por conta da produção artística e enfraquece minha empatia.

Conviver cria laços entre as pessoas, coexistir cria laços entre as coisas.

Tive inúmeros heróis na minha infância, uma espécie de liga da justiça, cada um que convivia comigo me passava um grande ensinamento, tanto por palavras quanto por gestos e exemplos.

Sou muito grato por não ter coexistido com esses adultos.

Vou dar um exemplo de como coexistir com adultos. É assim, um casal com uma criança pequena vai ao restaurante, ela olha o cardápio enquanto ele procura o garçom e pra criança ficar quieta, não ficar pedindo nem perguntando nada eles conectam alguma animação do tipo galinha pintadinha numa tela.

O herói da criança será uma galinha colorida enquanto seus pais serão os que pagam a conta.