Conviver ou coexistir?

Conviver ou coexistir possuem significados emocionalmente diferentes.

Para eu conviver, muitas vezes preciso ser flexível, ou seja, diminuir um pouco meus desejos e minhas vontades para que o outro também se sinta satisfeito e realizado. Assim fortaleço minha empatia.

Para eu coexistir, posso ter uma TV em cada cômodo de casa, assim cada um vê o filme que quiser. Assim enfraqueço minha empatia.

Escolher o filme juntos, comer pipoca juntos e depois conversar sobre o filme tem uma grande carga emocional e fortalece minha empatia.

“cada um na sua” deixa a emoção por conta da produção artística e enfraquece minha empatia.

Conviver cria laços entre as pessoas, coexistir cria laços entre as coisas.

Tive inúmeros heróis na minha infância, uma espécie de liga da justiça, cada um que convivia comigo me passava um grande ensinamento, tanto por palavras quanto por gestos e exemplos.

Sou muito grato por não ter coexistido com esses adultos.

Vou dar um exemplo de como coexistir com adultos. É assim, um casal com uma criança pequena vai ao restaurante, ela olha o cardápio enquanto ele procura o garçom e pra criança ficar quieta, não ficar pedindo nem perguntando nada eles conectam alguma animação do tipo galinha pintadinha numa tela.

O herói da criança será uma galinha colorida enquanto seus pais serão os que pagam a conta.

 

 

4 thoughts on “Conviver ou coexistir?

  1. Boa tarde Lealdo,
    Ótima reflexão, mas cuidado com o exemplo para não desqualificar o resto do texto. Os teus supracitados heróis certamente deixavam você assistir TV (Dragon Ball?) ou outra forma de entretenimento equivalente quando eles queriam conviver entre si ou simplesmente cuidar para que sua existencia fosse possível e/ou confortável. Nada de errado nisso, e uma coisa não inválida a outra. Abraço.

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    1. Olá, muito obrigado pelo comentário. É que meu exemplo foi de uma criança que ainda não sabe escolher, por isso usei a galinha pintadinha, imaginando uma criança em fase inicial de formação que precisa de atenção humana, existem estudos que comprovam que nessa fase os neurônios espelhos funcionam com a sociedade e não com as telas. Então é bom que os pais que utilizam essas telas por ser mais simples do que dar atenção repensem um pouco.

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